sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade - 2o. dia

Na 1a palestra - “Evidencias científicas da reencarnação“, o Dr. Jim Tucker, da Universidade da Virgínia, cumpriu o que o título prometia. Abordou as pesquisas que têm sido feitas há quase 50 anos com crianças que se recordam de supostas vidas passadas. Embora as pesquisas do Dr. Ian Stevenson não tenham alcançado a aceitação do establishment científico, conquistou o respeito de alguns cientistas importantes, entre os quais o cético e crítico de misticismos de todo tipo, o astrônomo Carl Sagan, que escreveu:


“Há três questões no campo [da parapsicologia] que, na minha opinião merecem sérios estudos”. A terceira destas questões, ele escreve, é o fato de “que crianças às vezes relatam detalhes de vidas passadas, que, depois de verificados, são constatados exatos e são casos dos quais elas não poderiam ter tido conhecimento de nenhuma outra maneira senão pela reencarnação.” (Sagan, C. The Demon-Haunted World: Science as a Candle in the Dark. New York: Randon House, 1996).


O Dr. Tucker relatou que já foram pesquisadas mais de 2.500 casos de crianças no mundo todo e que estes casos têm características em comum: essas crianças começam a falar sobre suas supostas vidas passadas por volta dos 2 ou 3 anos de idade e geralmente param por volta dos 6 ou 7. Fazem afirmações espontâneas sem uso de hipnose. Descrevem vidas recentes com um intervalo médio de 16 meses entre a sua suposta morte e seu renascimento. As vidas anteriores relatadas são comuns, normalmente no mesmo país. O incomum é a forma como em geral morreram: 70% por causas não naturais.


Casos interessantíssimos e cientificamente bem documentados pelo Dr. Tucker foram relatados, inclusive com fotos e filmes.
Esta palestra foi para mim um excelente fortalecimento da realidade da reencarnação!


A palestra seguinte, da Dra. Antonia Mills, da Universidade da Northern British Columbia - Canadá, foi “Reencarnação e Pedagogia, manifestações e implicações da índia aos povos indígenas do Canadá”. A Dra. Mills começou falando da relação afetiva com o Brasil, pois foi sua vinda aqui, em 1962, em Recife, onde teve contato com tradições indígenas, que despertou seu interesse para o estudo das culturas indígenas. Depois, em 1964, teve contato, pela 1a vez, com a idéia de reencarnação, no contato com os índios Dunezza, no Canadá. Posteriormente trabalhou com o Dr. Stevenson, tendo pesquisado vários casos na índia. Narrou, com fotos, vários casos de recordações, por crianças, de suas vidas passadas e evidências neste sentido.


A 3a palestra foi do Dr. Julio Peres - “Implicações Terapêuticas da Reencarnação”. na qual ele recapitula as pesquisas sobre reencarnação, casos estudados e suas evidências, e as implicações da idéia da reencarnação em confronto com o paradigma materialista predominante na Ciência atual. Descreveu, também, o método criado pela Dra. Júlia Peres - a Terapia Regressiva Vivencial - e alguns resultados obtidos.
A palestra final da manhã foi da Dra. Dora Incontri, “Implicações pedagógicas da reencarnação”. Infelizmente não pude assistir, mas já conhecia relativamente bem suas idéias através de nossas conversas e de seu livro “Pedagogia Espírita, um projeto brasileiro e suas raízes” (Bragança Paulista, SP. Ed. Comenius, 2006). Mas sei que um dos aspectos fundamentais transmitidos, pois está nos Anais do 1o Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade e 4o Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita (surpreendentemente para o que conheço de Congressos, saiu junto do próprio, o que atesta o seu excelente planejamento e realização!) foi a idéia de que, com a realidade da reencarnação, “a realização pedagógica se transfigura então: não se trata mais de educar o ser que está se fazendo agora, mas de ajudar uma nova personalidade a se formar, levando em consideração suas personalidades anteriores.”

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