quinta-feira, 19 de julho de 2012

Atenção Plena - parte 7: Mais sobre a Mente Sábia

A mente sábia é como um profundo poço cavado no chão. A água no fundo do poço, todo o oceano subterrâneo, é a mente sábia. Porém, no caminho até lá, existem alçapões que impedem o progresso. Às vezes, os alçapões são tão bem construídos que você acredita que não existe água no fundo do poço. O alçapão pode parecer o fundo do poço. Talvez esteja trancado e você precise da chave. Talvez esteja pregado e você precise de um martelo, ou esteja colado e você precise de um formão para soltá-lo. 

Por exemplo, às vezes, uma pessoa pode alcançar a sabedoria quando é confrontada subitamente por outra pessoa. Ou alguém pode dizer algo com uma nova visão, que destrave uma porta interior.  


Atenção Plena - parte 6: A Mente Sábia


O estado de mente sábia é a integração da mente emocional com a mente racional. Não se pode dominar a mente emocional com a mente racional. Também não se podem criar emoções com racionalidade. Devemos penetrar e integrar as duas.

A mente sábia é aquela parte de cada pessoa que pode saber e experimentar a verdade. É onde a pessoa sabe que algo é verdadeiro ou válido. É onde a pessoa sabe algo de maneira centrada.

A sabedoria, mente sábia ou conhecimento sábio depende da integração de todas as maneiras de saber algo: saber observando, saber analisando de forma lógica, saber pelo que experimentamos em nossos corpos (experiência cinética e sensorial), saber pelo que sentimos (nossas emoções), saber pelo que fazemos e saber por intuição (May, 1982).

A mente sábia é semelhante à intuição. (Ou, talvez, a intuição faça parte da mente sábia.) Ela é o saber que é mais que raciocinar e mais que aquilo que é observado diretamente. Ela tem qualidades de experiência direta; conhecimento imediato; compreensão do significado, da significância ou da verdade de um fato sem ter que analisá-lo intelectualmente (Deikman, 1982)*; e "sentimentos de coerência profunda" (Polanyi, 1958).**

Todos temos uma mente sábia; alguns apenas nunca a experimentaram. Além disso, ninguém está na mente sábia o tempo todo.

Exercício 6. Você provavelmente já teve experiências com a sua mente sábia. Procure se recordar de algumas dessas experiências e as descreva.

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* Deikmamn, A.J. (1982). The observing self. Mysticism and psychotherapy. Boston: Beacon Press.
** Polanyi, M. (1958). Personal knowledge. Chicago: University of Chicago Press.

domingo, 15 de julho de 2012

Atenção Plena - parte 5: Mente Racional x Mente Emocional



Para compreender melhor as mentes racional e emocional, experimente fazer os exercícios abaixo.

Exercício 4. Faça uma lista com os prós e contras de ambos os tipos de mente. 
Mente Racional
Prós:
Contras:





Mente Emocional

Prós:
Contras:





Exercício 5. Pense em situações reais da sua vida em que você usou principalmente a sua mente racional e num outro em que predominou em você a mente emocional:
Situação em que você foi mais racional (predomínio da mente racional):


Atenção Plena - parte 4: A Mente Emocional

Você está na mente emocional quando suas emoções estão no controle – quando elas influenciam e controlam o seu pensamento e o seu comportamento.

·      A mente emocional pode ser muito benéfica. O amor intenso sempre aparece nos livros de histórias como a motivação para os relacionamentos. O amor intenso (ou o ódio intenso) alimenta guerras. Devoção ou desejo intenso motiva as pessoas a cumprirem tarefas difíceis, sacrificando-se por outras pessoas (p.ex., mães que atravessam o fogo para salvar seus filhos).

·      Certa quantidade de mente emocional é desejável. Algumas pessoas têm mais que a maioria; são as pessoas "dramáticas" do mundo e sempre serão. Pessoas muito emotivas costumam ser apaixonadas por pessoas, causas, idéias, etc. Outras pessoas parecem ter menos do que a maioria. Mas, nem sempre isto é verdade: estas podem ter aprendido a reprimir suas emoções, às vezes tão fortemente que, muitas vezes, têm dificuldade em saber o que estão sentido de fato e, quando conseguem perceber, têm dificuldade em nomear a emoção (por exemplo: tristeza, alegria, tédio, frustração, raiva, ciúmes, medo etc.).

·      Problemas com a mente emocional ocorrem quando os resultados são positivos em curto prazo, mas negativos a longo, quando a própria experiência é muito dolorosa ou leva a outros estados e acontecimentos dolorosos. (p. ex., a ansiedade e a depressão podem ser dolorosas por si sós).

·      O estado de mente emocional é exacerbado por: (1) doenças; (2) privação do sono, cansaço; (3) drogas, álcool; (4) fome, bebida, comer demais, má nutrição; (5) estresse ambiental (demandas demais); e (6) ameaças percebidas no ambiente em que se vive ou trabalha.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Atenção Plena - parte 3: A Mente Racional


A mente racional é o seu lado pensante, lógico. É a parte de você que planeja e avalia as coisas de maneira lógica. É sua parte insensível, no sentido que lida objetivamente com os fatos.

·   A mente racional pode ser bastante benéfica. Sem ela, as pessoas não poderiam construir casas, estradas ou cidades; não conseguiriam seguir instruções; não poderiam solucionar problemas lógicos, fazer ciência ou dirigir reuniões.
·   A mente racional é facilitada quando as pessoas se sentem bem e dificultada quando não se sentem.
·   Quando outras pessoas dizem (ou você mesmo diz para si) que, "se você conseguir pensar direito, você conseguirá resolver este problema", elas querem dizer que "se você conseguir se colocar na mente racional, você ficará bem, resolverá o problema ou o conflito".

Exercício 1. Lembre-se de ocasiões (em situações cotidianas ou de conflito no âmbito familiar, social ou profissional) nas quais, tomado por emoções, você pode ter distorcido, exagerado ou percebido incorretamente coisas que alguém falou ou fez, ou algo que aconteceu e, em conseqüência, criou ou agravou problemas. Descreva dois exemplos de situações reais nas quais isto ocorreu.

Exercício 2. Lembre-se de ocasiões em que agiu racionalmente, resolvendo situações que poderiam complicar muito se você agisse apenas com base na emoção. Descreva exemplos reais.



Veja as 9 outras postagens desta série: 

Atenção Plena - parte 1: Introdução;
Parte 2: As 3 Mentes;
Parte 4: A Mente Emocional;
Parte 5: Mente Racional x Mente Emocional;
Parte 6: A Mente Sábia;
Parte 7: Mais sobre a Mente Sábia;
Parte 8: Buscando Contato com a Mente Sábia;
Parte 9: O Sentimento de Coerência Interna;
Parte 10: Mente emocional e mente sábia - como saber a diferença.



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Atenção Plena - parte 2: As 3 Mentes

Esta é uma introdução ao desenvolvimento de habilidades de Atenção Plena. Elas podem ajudar você a controlar sua própria mente, ao invés de deixar que seus impulsos automáticos o controlem.

Essas habilidades fundamentam-se em estudos da Psicologia e das Neurociências sobre a atenção, além de importantes contribuições das práticas de meditação orientais. Parte importante desta introdução baseia-se no trabalho* desenvolvido pela Dra. Marsha M. Linehan**. 

Um passo preliminar útil para o aprendizado da Atenção Plena é o conceito das 3 mentes, ou dos 3 estados mentais: mente racional, mente emocional e mente sábia. Esta é apenas uma distinção didática e simplificada para nos ajudar a compreender melhor como funcionamos.

Uma pessoa está no estado mental de mente racional quando quando aborda o conhecimento intelectualmente, pensa racional e logicamente, presta atenção aos fatos empíricos, faz planos para o que quer fazer, concentra a atenção, é tranquila em sua abordagem dos problemas.
A pessoa está em mente emocional quando seu pensamento e comportamento são controlados principalmente por seu estado emocional no momento. No estado de mente emocional as cognições (pensamentos) são "quentes"; o pensamento racional e lógico é difícil; os fatos são amplificados ou distorcidos para que sejam congruentes com a emoção; e a energia do comportamento também é congruente com o estado emocional.
A mente sábia é a integração entre a mente emocional e a mente racional, mas também vai além delas: a mente sábia adiciona o conhecimento intuitivo à experiência emocional e à análise lógica.
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* Terapia Cognitivo-Comportamental para Transtorno de Personalidade Borderline: guia do terapeuta" e "Vencendo o  Transtorno de Personalidade Borderline com a Terapia Cognitivo-Comportamental: manual do paciente", ambos da Artmed, publicados em 2010.
**A Dra. Linehan é professora de Psicologia e de Psiquiatria e Ciências do Comportamento da Universidade de Washington, em Seatle, Diretora do Behavioral Research and Therapy Clinics na mesma cidade. É também fundadora do Marie Institute of Behavioral Thechnology e da empresa Behavioral Tech, LLC. É considerada uma das maiores autoridades mundiais em TPB.

Atenção Plena - parte 1: Introdução


Num artigo publicado no New York Times (Folha de S. Paulo, 24/01/2011), "Os Riscos de Ser Multitarefa na Guerra", Thorm Shanker e Matt Richtel analisam os problemas enfrentados por oficiais da inteligência americana. Esses oficiais ficam conectados on line por horas, recebendo e analisando múltiplas informações simultâneas. O trabalho deles pode ser exemplificado por Josh, um tenente de 25 anos da Força Área dos EUA que "durante 12 horas por dia, (...) monitora uma avalanche de imagens em dez telas" ao mesmo tempo e que fica "com um fone em um ouvido, falando com um piloto no 'hedset no outro ouvido, digitando no 'chat' ao mesmo tempo e olhando as telas".

Dizem os autores do artigo que "os militares têm buscado abordagens inovadoras para ajudar os soldados a se concentrar. Num quartel do Exército em Oahu (Havaí), os pesquisadores empregam o chamado 'treinamento de aptidão mental baseado na atenção plena', para tentar 'reprogramar' a capacidade de foco do indivíduo. O programa consiste em pedir aos soldados que se concentrem em uma parte do seu corpo, como sentir um pé no chão ou a sensação de estar sentado na cadeira, e que então mudem para outro foco, como escutar o zumbido do ar condicionado".


Guardadas as proporções e transpondo isso para contextos civis, isto se parece muito com as atividades de várias pessoas no ambiente profissional. E de muitas mulheres que tentam conciliar (às vezes simultaneamente) tarefas de mãe, dona-de-casa, esposa, profissional, amiga etc.* O que às vezes pode levar a  estresse crônico (e até a um burnout - veja o artigo "Sindrome de Burnout" do Dr. Drauzio Varella), quando tais atividades são acompanhadas de excessiva ansiedade "automatizada". E a atenção plena pode ajudar a pessoa a se reequilibrar, desligando o automatismo da ansiedade crônica.

Veja as 10 breves sequências deste texto: 

Atenção Plena - parte 2: As 3 Mentes;
parte 3: A Mente Racional;
parte 4: A Mente Emocional;
parte 5: Mente Racional x Mente Emocional;
parte 6: A Mente Sábia;
parte 7: Mais sobre a Mente Sábia;
parte 8: Buscando Contato com a Mente Sábia;
parte 9: O Sentimento de Coerência Interna;
parte 10: Mente emocional e mente sábia - como saber a diferença.
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* Fonte da foto: "A ciência comprova que mulheres são capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo", em http://hypescience.com/a-ciencia-comprova-que-mulheres-sao-melhores-em-fazer-varias-tarefas-ao-mesmo-tempo/

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Meditação, Evolução Emocional e Espiritual - parte 3

Já havia lido sobre o trabalho da Monja Coen à frente da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, mas sabia pouco sobre ela. Descobri que além do nome de família, temos em comum o gosto pela corrida (foto dela ao lado, quando participou da sua primeira corrida oficial). É missionária da tradição Sôtô Zen para o Brasil, tendo publicado vários artigos em jornais e revistas, além de dois livros sobre Zen. Descobri, também, lendo uma entrevista que deu (clique aqui "A amante do rock que virou moja" para acessar a entrevista completa), ter sido a primeira mulher e pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil. 

A jornalista que a entrevistou, Robson Rodrigues, escreve que a monja, "antes de ser budista, casou-se aos 14 anos, teve uma filha, divorciou-se, foi jornalista, cursou direito, viveu intensamente a chamada 'geração do desbunde', chegou a ser presa". E isso é apenas uma parte de sua juventude intensa e radical mostrada na entrevista, contrastando com a personalidade serena de hoje. Seu desenvolvimento lembra-me o que escreveu o filósofo grego pré-socrático, Heráclito: "Aquilo que está em oposição se concilia; das coisas diferentes nasce a mais bela harmonia e tudo é criado pelos contrários".*

O zazen é fundamentalmente uma prática. Pode-se falar sobre ele, descrever como o fazer. Mas, só o entenderemos de fato experienciando-o.

Por outro lado, meditação não é isolamento do mundo, como muitos pensam:



Mas algo que nos permite estar mais presentes na vida:




Veja, também, Meditação, Evolução Emocional e Espiritual - parte 1 -  e parte 2.
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* Nicola, Ubaldo. Antologia ilustrada da filosofia: das origens à idade moderna. São Paulo: Globo, 2005.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Meditação, Evolução Emocional e Espiritual - parte 2

Meu contato com a meditação da atenção plena começou muitos anos atrás, quando li o clássico Introdução ao Zen Budismo, de D. T. Suzuki, com prefácio do C. G. Jung, e experimentei praticar o zazen, como é chamada a meditação zen budista. Foi uma experiência interessante, mas não estava ainda pronto para uma prática sistemática. 

Nos últimos anos, tenho lidado algumas vezes, na minha atuação em Psicologia Clínica, com pacientes fronteiriços (borderlines), pessoas emocionalmente muito intensas, com dificuldade de administrar emoções, principalmente a raiva. No tratamento desses pacientes, senti necessidade de técnicas mais adequadas e eficazes para lidar com este transtorno de personalidade. Buscando alternativas, deparei-me com os livros da Marsha Linehan (foto acima), uma das grandes autoridades mundiais no tratamento deste transtorno: "Terapia cognitivo-comportamental para transtorno da personalidade borderline: guia do terapeuta" e "Vencendo o transtorno de personalidade borderline com a terapia cognitivo-comportamental: manual do paciente" (ambos da Artmed, 2010).

A abordagem de Linehan para o tratamento do transtorno de personalidade borderline (TPB) é por meio da ação de uma equipe multidisciplinar, que reconheço ser o mais eficaz para este tipo de transtorno. Porém, uma das bases do tratamento que propõe é o treinamento dos pacientes em técnicas de atenção plena, cujo fundamento é a meditação budista clássica.

Percebi que as técnicas de atenção plena desenvolvidas por Linehan para o treinamento da regulação emocional e do estresse eram úteis não apenas como tratamento complementar para pacientes com TPB, mas para vários outros transtornos. Os resultados preliminares que obtive sugeriram-me que mesmo pessoas sem queixa de transtornos poderiam se beneficiar com tais técnicas, inclusive eu mesmo. E comecei a praticá-las. 

À medida que praticava e orientava meus pacientes neste sentido, senti a necessidade de conhecer diretamente a meditação budista de atenção plena. Foi quando comecei a frequentar as atividades de zazen para principiantes, da Comunidade Zen Budista, liderada pela Monja Coen Sensei. Sua simpatia e simplicidade cativou-me, bem como a acolhida simpática da equipe de monges. Descobri, também, que a Monja Coen e eu somos parentes, pois o sobrenome de solteira de sua mãe é Leonel, e todos com este sobrenome pertencem a uma mesma grande e antiga família brasileira.

Veja, também, Meditação, Evolução Emocional e Espiritual - parte 1 -  e parte 3.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Meditação, Evolução Emocional e Espiritual - parte 1


No final do capítulo 5 do livro "Nos Domínios da Mediunidade", psicografado por Franciso Cândido  Xavier, o aprendiz no mundo espiritual, Hilário, surpreso diante das explicações do Assistente Aulus a respeito da assimilação, pelos encarnados, das "correntes mentais" emitidas por desencarnados, diz:

"— Não será, porém, tão fácil estabelecer a diferença entre a criação mental que nos pertence daquela que se nos incorpora à cabeça... — pon­derou meu colega intrigado.
— Sua afirmativa carece de base — exclamou o Assistente. — Qualquer pessoa que saiba mane­jar a própria atenção observará a mudança, de vez que o nosso pensamento vibra em certo grau de freqüência, a concretizar-se em nossa maneira es­pecial de expressão, no círculo dos hábitos e dos pontos de vista, dos modos e do estilo que nos são peculiares.
E, bem-humorado, comentou:
       — Em assuntos dessa ordem, é imprescindível muito cuidado no julgar, porque, enquanto afina­mos o critério pela craveira terrena, possuímos uma vida mental quase sempre parasitária, de vez que ocultamos a onda de pensamento que nos é própria, para refletir e agir com os preconceitos consagrados ou com a pragmática dos costumes preestabelecidos, que são cristalizações mentais no tempo, ou com as modas do dia e as opiniões dos afeiçoados que constituem fácil acomodação com o menor esforço. Basta, no entanto, nos afeiçoe­mos aos exercícios da meditação, ao estudo edifi­cante e ao hábito de discernir para compreender­mos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar."

Destaquei com negrito a palavra "meditação" nesta citação, porque esse é o tema da série de postagens que se inicia hoje. No trecho acima, Aulus enfatiza a necessidade de exercícios de meditação (além do estudo edificante e do hábito de discernir por si mesmo) para "compreender­mos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar." Ou seja, para retomarmos contato conosco mesmos, com nosso self ou espírito, distinguindo o que é nosso e o que não é, o que facilita nosso desenvolvimento emocional e espiritual. 

Nas próximas postagens, descreverei um pouco sobre benefícios da meditação budista de Atenção Plena (mindfulness em inglês). Como introdução a este tipo de meditação, mostro abaixo um breve   vídeo da BBC com uma reportagem sobre os resultados desta prática na mudança de padrões cerebrais facilitando o controle do estresse:



Veja, também: Meditação, Evolução Emocional e Espiritual - parte 2 e parte 3.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Workshop "Caminhos da Auto-Realização"


Caminhos da Auto-Realização

Pesquisas mostram que pessoas auto-realizadoras tendem a:
·   ser centradas na realidade e na solução de
problemas;
·   distinguir claramente meios de fins, sem os
misturar;
·   aceitar a si e aos outros;
·   sentir-se confortáveis consigo mesmas;
·   gostar de autonomia;
·   resistir à mentalidade de "manada";
·   ter um senso de humor não hostil;
·   ser espontâneas e simples;
·   possuir sólidos valores éticos;
·   ter capacidade de se maravilhar com as coisas;
·   ser criativas e originais;
·   ter mais experiências de ápice ou transcendentes.


Caminhos para a auto-realização

O workshop "Caminhos da Auto-Realização” visa dar condições aos participantes para explorar seus próprios caminhos em direção à auto-realização, mais um processo do que um ponto de chegada.
Por meio de exercícios vivenciais de imaginação ativa, os participantes terão oportunidades de se aproximar da sabedoria que há dentro de si mesmos.
É também uma oportunidade de conhecer ou reencontrar idéias de Marslow, Rogers e Jung, alguns dos mais relevantes psicoterapeutas e pensadores contemporâneos que se dedicaram a compreender e ajudar pessoas a se auto-realizarem.
  

Criação e condução por H. Leonel Vieira Filho

Psicoterapeuta com formação junguiana e em regressão vivencial (TRVPeres), Leonel Vieira soma para este encontro seu conhecimento vivencial e teórico do tema e sua experiência clínica.
Além do trabalho como psicoterapeuta, atuou como consultor organizacional em várias empresas nacionais e multinacionais, foi gerente de treinamento gerencial do SEBRAE, consultor da ONU (junto ao governo federal) e da FAO (junto ao governo do Estado de S. Paulo).


Quando: 27 de março de 2012, das 18h30 às 20h30
Onde: Rua Maestro Cardim, 887, Paraíso - São Paulo – SP (próx. à Benificência Portuguesa)
Informações: (11) 3288-6523 e 3284-8929
Inscrição: Gratuita, com confirmação até 23/03/2012, nos telefones acima.

Atualização de Cultura, por Deolindo Amorim

Este lúcido texto do jornalista, escritor e conferencista espírita brasileiro,   Deolindo Amorim (1906 - 1984), publicado no Anuário Espír...